Cante sem chorar!

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6.5.11

Amar apesar de tudo






Estou a procura de um livro há algum tempo. Foi-me aconselhado por minha amiga Norah,que também é minha terapeuta.Trata-se do livro "Amar apesar de tudo",de Jean Yves.Já procurei nas boas livrarias do Rio,encomendei pelo Mercado Pago(que debitou o valor de minha conta e não me enviou o livro)....Mas,isso é tema para outro post.




Norah teceu tantos elogios ao autor que aguçou minha vontade de ler,não só este livro como outros de sua autoria.

Procurando no Santo e Velho Google, li tudo sobre o autor.Destaco essa Introdução feita num dos seus livros:"O Absurdo e a Graça"(autobiografia)




"Ao lermos este relato autobiográfico repleto de fraturas e feridas, chegamos a tocar, com o autor, a profundeza do contra-senso, onde o amor, a morte, a raiva, se confundem com a angústia do absurdo. Mas Jean-Yves Leloup é, na verdade, um andarilho incansável : dominicano que se tornou ortodoxo, analista, filósofo, conhecedor profundo da patristica e religiões comparadas, ele nos faz entrever, no cerne desta vida tumultuada, entregue toda nua e crua à nossa indiscrição, vislumbres místicos que apontam para um além do homem.Estes fragmentos de itinerância bem nos podem ensinar, como o fizeram as confissões de santo Agostinho, a “arte de viver em tempos de catástrofe”...



Bem,assim que ler o livro,pois sei que vou encontrar ,faço um comentário.Quem sabe vocês não conhecem e comentem antes de mim.É só me avisar!

12.9.09

Bienal do Livro


Ontem fui à Bienal do Livro,aqui no Rio!E hoje devo ir novamente!Adoroooo!

Aquele cheiro de livro novo é maravilhoso, uma delícia. Gosto de olhar os livros bonitos que eu não tenho dinheiro pra comprar, e também os que eu compro mesmo sem dinheiro pra pagar. Gosto de olhar os livros que tenho dinheiro pra comprar, mas que não compraria jamais. Mas a parte mais divertida, sem dúvida, é passar pelo setor de auto-ajuda. “Casais inteligentes enriquecem juntos”, “Como solidificar seu relacionamento sem discutir a relação”, “Sendo um líder inesquecível”, “Ensinando seu filho a ser um vencedor”, “O sucesso é você quem faz”, “Vencendo o medo”, “Quando você é seu maior inimigo”, “Emagreça comendo”, “Alimentando a bruxa que há em você”, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”… Aff. Tem receita pra tudo. Os livros de auto-ajuda são os mais vendidos, e ficam bem nos primeiros stands.Isso acontece também nas livrarias,estão sempre junto à porta. As pessoas que compram esses livros são engraçadas. Elas olham, olham, olham e escolhem sempre os mesmos. Tem uns que disfarçam, mas depois voltam e pegam escondido. Outros levam cinco ou seis de uma vez. Outros perguntam pra quem está perto, “já leu esse aqui? Funciona? Puxa, vou levar!”. E tem quem escolha decididamente e em silêncio.Eu odeio livros de auto-ajuda, todo mundo sabe.O que mais me chama a atenção é a proliferação desse gênero de leitura. Até livro, ultimamente, tem que ser funcional. Tem que dar resultado. Pra mim, dá mais resultado ler um poema que me faça pensar, ou uma história, ou uma explicação científica ou religiosa pras coisas da vida, ou conhecer a biografia de gente de verdade que tem algo a ensinar. Mas o que eu vejo nesses livros, no monte de e-mails que me mandam e no discurso das pessoas, é uma obrigação chata de ser feliz. E, devo lembrar… Toda obrigação é opressora.Sim, temos que ser felizes todo o tempo! Vamos ser magros, lindos, bem sucedidos, sem problemas no amor e nem na conta do banco. Se você não consegue, é porque você não quer. Basta seguir um programa de nove ou doze passos pra aprender. Seja feliz! Sorria! Perdoe! Passe por cima! Compreenda! Vença! E não esqueça de pagar a conta na saída.As pessoas desaprenderam a sofrer. Elas têm horror a sofrimento, e sofrem só com a idéia de sofrer. Sinto no ar um desespero silencioso, que é sempre abafado por um sorriso e um “tudo bem, vai passar”. As pessoas acham feio sofrer. Acham feio estar fora das regras. Acham feio errar. E não percebem que, assim, sofrem duas vezes. Não estou fazendo apologia do sofrimento, nem sou masoquista. Deus sabe que o pessimismo me irrita, e que, como diz aquele samba, a coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia. Sou a primeira a enxergar que depois da tempestade vem a bonança. Mas também sei que a dor, nessa vida da gente, é inevitável. E quando ela vem, procuro aprender com ela, e não fingir que ela não me pega. O problema é que muita gente não entende isso. É por isso que pensei em escrever uma nova declaração, assegurando o direito de errar e sofrer.
Nossa...que post grande.No próximo eu falo sobre os livros que comprei!